Sentir-se autor!

Oi gente!

Hoje quero contar uma historinha pra vocês.

A história de uma leitora que queria tornar-se escritora.

Não foi fácil. Mas quem disse que a vida é?

Vem conferir.



Quando comecei a escrever não tinha muitas pretensões. Eu só queria conseguir concluir uma história. Queria a sensação de: poxa, eu consegui!

E quando conclui pela primeira vez a história do Théo e da Clara, o livro tinha umas 130 páginas e eu achei o máximo!

Mas, para ter certeza, precisava da opinião de terceiros. De preferência de pessoas que não tivesse medo de me magoar ou de me constranger. Assim, contratei e paguei por duas leituras criticas. E cara, que susto que levei com os resultados!

Uma das leitoras foi amena. Colocou os pontos fortes e fracos e foi mais sutil nas criticas. A segunda leitora, não foi tão sutil. Seu parecer técnico me deixou no chão.

O parecer foi claro, direto e preciso.

Um verdadeiro laudo técnico e profissional, que dizia: Ou você reescreve e melhora este texto, ou desiste porque ele não tem chance alguma.

Bem, fiquei arrasada e pensei seriamente em nunca mais me aventurar no mundo da escrita.

Mas eu tenho um grave problema: não consigo aceitar o fracasso. Não quando ainda me resta formas de tentar novamente, de tentar me superar.

E foi o que fiz. Depois de chorar muito. Ficar triste pra caramba, eu me ergui. Sacudi a poeira e procurei maneiras de dar a volta por cima.

E nada, absolutamente nada era mais importante pra mim do que escrever um livro que tivesse REALMENTE qualidade literária. Um livro que a história prendesse meu leitor. Que as pessoas que quisessem dar uma chance para meu livro, não se arrependesse de tê-lo comprado.

Assim, entrei em contato com a empresa e a pessoa que fez a leitura critica (aquela moça que não foi sutil nas criticas - GRAÇAS À DEUS - e contratei seu trabalho de coaching.)

Um coaching é alguém que vai lendo, criticando e apontando as falhas e as faltas do teu livro bloco a bloco ( um bloco tem em média 50 páginas).

Eu enviava o bloco, ela lia, e me devolvia com observações do tipo: eu não acreditaria nisso! Tá iverossímel. Ou: reconstrói tudo.

Foi bem difícil no começo. As vezes abria o arquivo que recebia e me batia um desanimo. Um dia, ela me disse: não desanima! deixa as minhas criticas assentarem. Não mexe em nada imediatamente. Reflete que você vai me dar razão.

E assim, página à página, bloco à bloco reescrevi a História do Théo e da Clara. Essa história que agora muitos conhecem. De 130 páginas, transformou-se em 256.

A qualidade e a evolução é indiscutível.

Se foi fácil?

Nem um pouco.

Mas a sensação de receber depois de quase um ano, um e-mail dela dizendo:

TERMINAMOS SHEILA! Você cresceu MUITO como autora.! Estou muito orgulhosa, viu?!

Ah gente, foi uma sensação indescritível. A sensação de saber que não me deixei vencer pelo desanimo ou pelo pensamento: " eu não sou capaz".

Eu fui capaz.

Consegui.

E quando consegui publicar meu livro e recebi os volumes em casa, aí então a sensação foi de dever cumprido.

Mas me faltava uma coisa.... A opinião de leitores. Leitores que compraram o livro e que tinham expectativas em relação a ele.

Sei que não sou a melhor escritora do mundo - AINDA ...rs - Mas sei que evolui MUITO!

A prova disso foi a rapidez com que escrevi os outros dois volumes desta série.

Sim, continuo escrevendo com a análise critica e tendo de reescrever muitas vezes capítulos inteiros, mas sei que estou melhorando página à página.

E agora, começo a ler as primeiras opiniões dos MEUS leitores...

E tem sido...mágico...

Seja em uma mensagem discreta in box, seja em uma postagem do Facebook ou em um compartilhamento do livro...

Nossa, coisas assim me deixa... feliz demais...



E agora, estou começando a me sentir uma autora. Ainda não acredito que consegui. Que tenho um livro publicado. A ficha ainda não caiu...rs

Mas as pessoas tem deixado comentários... Elogios e as vezes criticas como: Sheila, você poderia ter usado mais sinônimos! rs

E eu adoro. Tanto os elogios, como as criticas. E isso tem feito tudo valer à pena.

Não é fácil. Escrever livros em um país que as pessoas não gostam muito de ler, e se compram um livro, optam por comprar aquele do autor famoso ou do youtuber da vez.

Não é nada fácil.

A venda de livros é uma coisa complicada. As pessoas tem outras prioridades e isso frustra um pouco. Não porque desejo ganha dinheiro com isso ( neste caso, é impossível), mas porque desejo publicar os outros e isso só será possível se os livros forem vendidos.

Mas quer saber?! Eu tô bem tranquila em relação a isso.

Eu sei que vou publicar os outros.

Sei com a mesma certeza que sabia que conseguiria concluir este.

Não vou mentir. Recentemente fiquei bem triste com algumas coisas e desanimei. Mas, comecei a refletir e cheguei a conclusão que não tenho o direito de desanimar. Se cheguei até aqui, sou capaz de ir além.

Destinos Entrelaçados é a realização de um sonho.

E sou muito grata a Deus por tudo e a você que deu ou pretende dar uma chance a ele.



Assim...

Se você já comprou: MUITO OBRIGADA!

Se não comprou ainda: Vamos lá, vale à pena! ;)

Um beijo em todos e até a próxima.


Sheila Guedes

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@2018 - 2020 - Escritora Sheila Guedes.