domingo, 6 de agosto de 2017

Você é o que as pessoas veem?


Oi gente, tudo bom com vocês?


Então, como todos sabem, lancei recentemente mais um livro: Sereia urbana. 
Comecei a escrever este livro, juntamente com Destinos Entrelaçados. Ficava alternando a escrita entre eles. Até que tive que decidir qual concluir, porque as histórias começaram a exigir muito de mim. Assim, optei por concluir a Série Destinos e só depois que escrevi os três livros da série que voltei meus olhos novamente para Sereia.
Para retomar a escrita depois de tanto tempo, tive que reler o texto do começo ( várias vezes), pois a pessoa e a escritora que eu era quando comecei, tinha gradualmente, com a passagem do tempo e com a experiência adquirida, se modificado.
Porque é assim que é a vida, não é?
O tempo passa, e graças a Deus, nos modifica.
A premissa inicial de Sereia Urbana, era tratar sobre o mito da beleza. A rotulação que nós, seres humanos, inconscientemente damos as pessoas. Por vários motivos. Mas, como já expliquei, eu era outra pessoa dois, três anos atrás. Minha visão de mundo  se modificou então achei relevante modificar algumas coisas na história. Assim, reescrevi praticamente tudo.
O livro Sereia urbana, veio para tratar da rotulação, do estereotipo, mas a mudança de foco aconteceu. O subtítulo " Você é o que as pessoas veem?" foi inserido na história bem depois e não fazia parte da ideia inicial. Então, porque ele foi inserido?
Porque no decorrer da escrita deste livro, passei a observar muito mais as pessoas a minha volta. Observar mesmo. Não superficialmente.
Observar seus sorrisos falsos, sua falsa alegria... Comecei a prestar atenção a todos os recursos que nós usamos diariamente, sem perceber, para esconder quem somos. Porque não se iludam: todos nós, em algum momento da vida, usamos máscaras. Disfarçamos o que sentimos ou fingimos sentimentos que não condiz com nossa essência ou pensamento para agradar ao outro, ou simplesmente para nos escondermos de quem realmente somos.
E, quando agregado a isso - como no caso da minha personagem - você tem um rosto perfeito, as pessoas parecem que te limitam a isso. E sua autoestima ( sim, autoestima) vai para o ralo. Porque a Isabelle, não se ama nem um pouco. Apesar de ser uma mulher lindíssima, ela se limita a sua aparência. Ela espera que as pessoas a admirem e que apenas isso a define.  A sua aparência. Bem triste, não é?
Mas, será que na vida, não é mais ou menos assim?
Você se veste para você, ou para os outros?
Quantas pessoas malham apenas por saúde?
Porque quando alguém não está no "padrão" - e entenda por padrão, algo ao meu ver, completamente idiota - ela se sente muitas vezes...menor, inadequada?
Você realmente é o que as pessoas veem?
Eu me esforço muito para ser. Nem sempre consigo. Muitas vezes, engulo o choro, e sorrio para não preocupar as pessoas que estão a minha volta. Mas fujo muito das máscaras que a vida me impõe.
Gosto de sempre estar de cara limpa. 
Acho que o que nos limita, são nossas expectativas em relação a nós mesmos. Não se limite. Não  deixe que alguém te limite a algum padrão seja ele positivo ou não.
Seja quem você quer ser.
Ao menos, tente.
É isso.
Meu livro trata de coisas assim. É uma ficção, mas com um fundo de verdade já que muita gente nos dias de hoje baseiam sua vida e suas escolhas, no externo, quando na verdade, o que realmente importa, é o que ninguém mais vê. Só você. O que realmente importa é o que está dentro de você. E isso tem nome: chama-se essência.
É isso. Por hoje é só.

Para quem não conhece o livro, deixo abaixo a Sinopse. Por enquanto, só está disponível em e-book, mas logo lançarei em formato físico.



SINOPSE

O que fazer quando o seu corpo grita por prazer e seu coração pede por amor?
Isabelle sempre teve prazer em despertar desejo. Amar é um verbo desconhecido, seduzir é sua sina. Ela é uma Sereia Urbana.
Vive de paixões temporárias. Sua vida se resume à sua moto, seus desenhos, sua gata, Luna, e às várias cidades por onde passou.
Até conhecer Léo.
Léo é um cara taciturno e com uma beleza que a acerta em cheio, que clama por sua sereia urbana. Isso a atordoa, fascina e desperta algo mais, que Isabelle achava não ser capaz de sentir.
A beleza é efêmera, descartável. A beleza limita as pessoas. É  nisso que o Leo acredita.
Léo a enxerga além da beleza. Enxerga a solidão massacrante em seu olhar, uma solidão que é o reflexo da sua.
Trabalhando lado a lado, ela vai tentar seduzi-lo, ele vai tentar conquista-la.
Nessa batalha, não há perdedores.
O amor e o desejo vão travar uma luta ferrenha.
Quem vencerá?







Beijo e muito obrigada pela visita e pelo carinho.

Sheila Guedes




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