terça-feira, 30 de agosto de 2016

Os cuidados do amor

Oi gente!

Texto curtinho, para aliviar a alma.

Especialmente para meu amor: Renam


Quem ama cuida.
É clássico.
Todos falam.
Repetem incansavelmente.
Mas na pratica o cuidado no amor é algo cada vez mais raro. 
Eu sou uma sortuda. Meu amor cuida de mim. Se preocupa. Se lembra e me faz lembrar com pequenos detalhes no dia a dia, porque o amo.
Há tantas e tantas maneiras de dizer eu te amo.
O dia corrido, o cansaço da rotina e no meio do caos, uma lembrança. 
Um fatia da sua torta predileta comprada na sua doceria preferida. 
Ele te tira do trabalho e te levar para tomar um café da manhã gostoso ( mesmo que seja quase a hora do almoço) mas ele sabe que você prefere o café.
As mãos passeando preguiçosamente pelas suas costas antes de dormir.
Ele lutando contra o sono para continuar te acariciando simplesmente porque ele sabe que isso te relaxa.
O olhar de preocupação quando ele sente que você não está bem. 
É, existe milhões de formas de dizer eu te amo.
Sentir com toda a sua alma, que ele lutará pelo seu bem- estar até a exaustão.
Saber que você pode contar absolutamente tudo pra ele. Nem sempre ele vai concordar com você. E quando discordar, ele vai brigar e deixará claro sua opinião à respeito, mas não vai impor sua vontade a você.
Ele quer ouvir você. Sempre. Falando sobre qualquer assunto. Simplesmente porque ele sabe que é seu melhor amigo e que você espera isso dele.
Sentir seu abraço de conforto quando você precisa.
Ficar em silêncio com você. 
Aceitar seus momentos de solidão.

Dizer verdades que você não quer ouvir, mas que são necessárias para você seguir em frente.
E finalmente ter a certeza que a escolha que você fez há tantos anos atrás, seria a mesma se você pudesse escolher hoje: você com certeza diria SIM novamente para ele.
O amor mora nos cuidados diários.
Ainda bem.
                                                                                                                                    Sheila Guedes



E para fechar, deixo um trecho de uma crônica antiga da Martha Medeiros. Chama-se Jeito de Amar e está no livro Montanha Russa.

[...] Adélia Prado disse no livro Prosa Reunida " Meu Deus, quanto jeito tem de ter amor." [...] 
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços às vezes são provas mais de desejo do que de amor, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. MAs há diversos outros amores podendo ser demonstrado com toques mais sutis.
Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como fazem aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem [...] Quanto jeito há de amar.
Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: "Lembrei de você" [...] Quanto jeito há de amar.
Um telefone pra saber da saúde, uma oferta de carona, um livro emprestado, uma carta respondida, repetir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito há de amar. [...]
Rezar por alguém, vestir roupa nova para homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, discos, brinquedos, brincar: quanto jeito que há.
Martha Medeiros, Montanha Russa, Pág 211.



Legal né?rs

Um beijo em todos e até a próxima.


Ah... e obrigada pela visita e carinho. Este também é um jeito discreto de amar.  ;)


Sheila Guedes

2 comentários:

  1. Fico ansiosa esperando um texto seu pra ler e como sempre,são ótimos,bjs.

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