quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sentir-se autor!


Oi gente!

Hoje quero contar uma historinha pra vocês.
A história de uma leitora que queria tornar-se escritora.
Não foi fácil. Mas quem disse que a vida é?
Vem conferir.





 Quando comecei a escrever não tinha muitas pretensões. Eu só queria conseguir concluir uma história. Queria a sensação de: poxa, eu consegui!
E quando conclui pela primeira vez a história do Théo e da Clara, o livro tinha umas 130 páginas e eu achei o máximo!
Mas,  para ter certeza, precisava da opinião de terceiros. De preferência de pessoas que não tivesse medo de me magoar ou de me constranger. Assim, contratei e paguei por duas leituras criticas. E cara, que susto que levei com os resultados!
Uma das leitoras foi amena. Colocou os pontos fortes e fracos e foi mais sutil nas criticas. A segunda leitora, não foi tão sutil. Seu parecer técnico me deixou no chão. 
O parecer foi claro, direto e preciso. 
Um verdadeiro laudo técnico e profissional, que dizia: Ou você reescreve e melhora este texto, ou desiste porque ele não tem chance alguma.
 Bem, fiquei arrasada e pensei seriamente em nunca mais me aventurar no mundo da escrita. 
Mas eu tenho um grave problema: não consigo aceitar o fracasso. Não quando ainda me resta formas de tentar novamente, de tentar me superar. 
E foi o que fiz. Depois de chorar muito. Ficar triste pra caramba, eu me ergui. Sacudi a poeira e procurei maneiras de dar a volta por cima. 
E nada, absolutamente nada era mais importante pra mim do que escrever um livro que tivesse REALMENTE qualidade literária. Um livro que a história prendesse meu leitor. Que as pessoas que quisessem dar uma chance para meu livro, não se arrependesse de tê-lo comprado.
Assim, entrei em contato com a empresa e a pessoa que fez a leitura critica (aquela moça que não foi sutil nas criticas - GRAÇAS À DEUS -  e contratei seu trabalho de coaching.)
Um coaching é alguém que vai lendo, criticando e apontando as falhas e as faltas do teu livro bloco a bloco ( um bloco tem em média 50 páginas). 
Eu enviava o bloco, ela lia, e me devolvia com observações do tipo: eu não acreditaria nisso! Tá iverossímel.  Ou: reconstrói tudo.
Foi bem difícil no começo. As vezes abria o arquivo que recebia e me batia um desanimo. Um dia, ela me disse: não desanima! deixa as minhas criticas assentarem. Não mexe em nada imediatamente.  Reflete que você vai me dar razão.
E assim, página à página, bloco à bloco reescrevi a História do Théo e da Clara. Essa história que agora muitos conhecem. De 130 páginas, transformou-se em 256.  
A qualidade e a evolução é indiscutível.
Se foi fácil?
Nem um pouco.
Mas a sensação de receber depois de quase um ano, um e-mail dela dizendo: 

TERMINAMOS SHEILA! Você cresceu MUITO como autora.! Estou muito orgulhosa, viu?!

Ah gente, foi uma sensação indescritível. A sensação de saber que não me deixei vencer pelo desanimo ou pelo pensamento: " eu não sou capaz".
Eu fui capaz.
Consegui.
E quando consegui  publicar meu livro e recebi os volumes em casa, aí então a sensação foi de dever cumprido.
Mas me faltava uma coisa.... A opinião de leitores. Leitores que compraram o livro e que tinham expectativas em relação a ele.
Sei que não sou a melhor escritora do mundo - AINDA ...rs - Mas sei que evolui MUITO!
A prova disso foi a rapidez com que escrevi os outros dois volumes desta série.
Sim, continuo escrevendo com a análise critica  e tendo de reescrever muitas vezes capítulos inteiros, mas sei que estou melhorando página à página.
E agora, começo a ler as primeiras opiniões dos MEUS leitores...
E tem sido...mágico...
Seja em uma mensagem discreta in box, seja em uma postagem do Facebook ou em um compartilhamento do livro...
Nossa, coisas assim me deixa... feliz demais...



E agora,  estou começando a me sentir uma autora. Ainda não acredito que consegui. Que tenho um livro publicado. A ficha ainda não caiu...rs
Mas as pessoas tem deixado comentários... Elogios e as vezes criticas como: Sheila, você poderia ter usado mais sinônimos! rs
E eu adoro. Tanto os elogios, como as criticas. E isso tem feito tudo valer à pena.
Não é fácil. Escrever livros em um país que as pessoas não gostam muito de ler, e se compram um livro, optam por comprar aquele do autor famoso ou do youtuber da vez. 
Não é nada fácil.
A venda de livros é uma coisa complicada. As pessoas tem outras prioridades e isso frustra um pouco. Não porque desejo ganha dinheiro com isso ( neste caso, é impossível), mas porque desejo publicar os outros e isso só será possível se os livros forem vendidos.
Mas quer saber?!  Eu tô bem tranquila em relação a isso.
Eu sei que vou publicar os outros.
Sei com a mesma certeza que sabia que conseguiria concluir este.
Não vou mentir. Recentemente fiquei bem triste com algumas coisas e desanimei. Mas, comecei a refletir e cheguei a conclusão que não tenho o direito de desanimar. Se cheguei até aqui, sou capaz de ir além.

Destinos Entrelaçados é a realização de um sonho.
E sou muito grata a Deus por tudo e a você que deu ou pretende dar uma chance a ele.



Assim...
Se você já comprou:  MUITO OBRIGADA!
Se não comprou ainda: Vamos lá, vale à pena! ;)

Um beijo em todos e até a próxima.

Sheila Guedes

4 comentários:

  1. Trafegar por uma estrada e reclamar das curvas ou criticar isto e aquilo é bem fácil, difícil é lembrar de quem passou ali quando estrada não havia e do seu esforço para abrir caminhos..Destinos entrelaçados como todo principiante não é perfeito, mas é muito bom e faz valer a pena a leitura. Parabéns pela garra e pelo esforço para compartilhar conosco a linda história de Clara e Théo. E em breve a oportunidade de comprovar sua evolução como escritora...e ainda assim haverá "curvas".

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  2. Parabéns Sheila Guedes, você tem muito potencial! Destinos entrelaçados é uma história incrível. Eu estou apaixonada pelo livro e muito ansiosa pra que você lance os próximos em breve. #FéemDeus

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  3. Sheila, você merece tanto!!! Eu não tenho palavras para expressar a alegria que sinto em saber que este sonho foi realizado. Um dia será o meu e você me motiva a acreditar nisso. Parabéns, parabéns, mil vezes parabéns! Orgulho!!! Beijo.
    Monya

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