sábado, 21 de novembro de 2015

Letras: O amor não tem idade

Oi pessoal, como vão?

Escrevi um texto sobre o amor na adolescência que foi bem lido
 e comentado nas redes sociais, então resolvi escrever está série.
Hoje vou falar sobre a mulher e o amor.
Existe maturidade quando se ama?

Vem conferir!


Ela viveu uma paixão fulminante.
Seus olhos brilhavam e o coração acelerava.
Suas mãos suavam e tremiam.
Todos os seus pensamentos eram para ele.
Agora eles são apenas um, e não dois.
Estavam apaixonados.
Os dias, tornaram-se meses e depois tornaram-se anos.
E a paixão fulminante que a fazia sentir-se em um mar de ondas incontroláveis, 
se transformou ao longo dos anos, em um lago tranquilo. Navegável.
E então, o amor aconteceu.
Talvez suas mãos não tremam mais na presença dele.
Talvez seu coração não bata mais desesperado dentro do peito quando o vê.
Talvez até seus olhos não brilhem mais quando olha para ele.
Mas uma coisa, continua igual se ela o ama:
Seus pensamentos ainda são dele.
O amor é calmo. Sereno.
Mas precisa ser arrebatador de vez em quando.
Ela sente falta da emoção.
Quer ser vista como aquela menina por quem ele se apaixonou.
Quer carinhos fora de hora e beijos roubados.
Quer ver a admiração no olhos de quem ama e o desejo escorrendo pelos poros.
Quer que seu coração bata acelerado novamente.
Mas não sabe como.
O amor os amansou.
A rotina os transformou.
E os problemas do dia a dia, os soterraram neles mesmos.
Agora são dois, não apenas um.
E então, ela sente-se infeliz por desejar viver algo mais.
Porque ela o ama.
Porque ele parece não notar.
Porque ela não sabe o que fazer para que ele perceba...
E ai, um dia, ela cansa da mesmice da sua vida.
E resolve virar a mesa.
Toma um banho e se veste para a batalha.
Arruma o cabelo e capricha no perfume.
Escolhe a lingerie  e prepara o jantar.
O espera como uma adolescente.
Se sente meio ridícula, mas segue em frente.
Ele entra em casa e a olha espantado.
Ela está linda e sorri provocante.
Ele a olha embasbacado e não entende o que está acontecendo.
Ela se aproxima e o beija.
Confuso, ele só a olha.
Ela o puxa para o sofá e o surpreende.
Ele desperta do torpor e a vê.
Não como alguém que ele vê todo dia.
Ele a vê como a mulher que ela é.
E as mãos dele tremem.
Porque no fundo ele sabe:
Aquele lago sereno que o amor os colocou, tem corredeiras violentas.
E agora eles despencam, sem medo das curvas no caminho.
Eles querem a emoção do começo.
Eles se procuram e se acham.
E por algumas horas, o amor é suplantado pela paixão.
Até que outro dia nasça.
Até que a rotina os engolfem.
Mas agora, eles sabem.
O amor é algo vivo.
Que modifica-se.
Que assume formas e contornos.
E que se houver esforço de ambos, 
transforma-se em mar aberto.
Porque não existe maturidade no amor.
O amor maduro é uma ilusão.
O amor precisa da loucura,
pois a loucura é a pincelada de cor na tela calma do amor.
E eles querem ser um só novamente.
Mesmo que por poucas horas.
E agora eles sabem....
É possível.
Contanto que não se percam um do outro.
Porque se amam.
Loucamente.
E o amor não tem idade.

Sheila Guedes




"Em certa idade, quer pela astúcia quer por amor próprio,
 as coisas que mais desejamos são as que fingimos não desejar."
                                                                                                      Marcel Proust

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Beijão, amigos!

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