domingo, 2 de agosto de 2015

Livros e Aspas: Leituras da semana

Oi gente!

E lá se foi minha última semana de férias!
Apesar de não ter sido exatamente como gostaria que fosse, foram dias legais, onde estive muito mais perto dos meus amores.
Leituras da semana:

Esta semana li três livros, entre eles, dois nacionais que sinceramente não curti muito. 
Redenção (nacional), é para quem gosta de muito sexo na história. MUITO.  Pessoas de classes sociais diferentes que se apaixonam.
8 Segundos (nacional), apesar de ser também uma leitura mais pesada, não tem tanto sexo quanto Redenção e gira em torno da diferença entre as pessoas e os valores de quem vive na cidade e no campo, e como o amor pode modificar as pessoas.
As razões para não ter gostado muito são várias, mas como questão de gosto não se discute, não vou falar sobre eles. Não são livros ruins, só não gostei de algumas coisas nos enredos e na escrita das histórias.
Dos três que li, um deles foi um leitura bem bacana: À Flor da pele. 
Confesso que furei a fila lendo este livro por incentivo da minha filha Clara, que o elegeu como o melhor livro que ela leu nas férias (e ela leu muitos, gente! hahahaha)



"Todo mundo tem cicatrizes, Tenley: Com sorte, elas permanecem só do lado de fora"

Um bela história de amor, personagens marcados por perdas profundas e atormentado por fantasmas que os impede de seguir em frente, até que se apaixonam e encontram um no outro o incentivo pra recomeçar. É o primeiro livro de uma trilogia e foi o destaque das minhas leituras da semana. Recomendo.
E claro, li também algumas crônica do novo box da Martha Medeiros. 
Gente, esses livros da Martha divididos por temas, são demais! São crônicas que já foram publicadas e foram separadas por temas. Massa!
Paixão crônica, Liberdade crônica e Felicidade Crônica.


Para fechar, vou postar um crônica do livro Paixão crônica.


Não basta amar

“Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes. O amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí?

Depois que acaba essa paixão retumbante, sobra o quê? O amor. Mas não o amor mitificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos: o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filhos e amigos. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe o sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudade, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge, ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo pra cá, te amo pra lá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto tem que haver muito mais que amor, e às vezes nem necessita um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que ter bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber relevar. Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar os filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, independência, um tempo para cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem: às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, solamente, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que amor é só poesia tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.”

Martha Medeiros ( Paixão Crônica, pág.18/19)

Bacana, né?
Beijo, gente!
Sheila Guedes

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