domingo, 5 de julho de 2015

Letras: Amor raso ou profundo?


Oi gente, como vão?

Um texto meu para fechar o domingo.

Espero que curtam.



Amores rasos ou profundos?

Vivemos uma época onde os amores podem ser rasos ou profundos.
Eles se confundem, mas não se misturam.
Amores rasos geralmente não nos faz desejar ser uma pessoa melhor.
É superficial, apesar de ser constante.
Esse tipo de amor não gosta de silêncio ou solidão.
Amores rasos são barulhentos.
São amores que precisam estar em evidência para não morrer.
São amores alardeados nas redes sociais e alimentados em sua grande maioria 
pelo apoio de fatores externos.
Já amores profundos são reclusos.
Silenciosos.
É um sentimento de pertencimento que nos rouba a razão e a sanidade.
Amores profundos são eternos.
Ama-se mesmo quando não se quer amar.
É tão intenso que às vezes desperta um sentimento reverso: o ódio.
Não se engane, o ódio muitas vezes é o reflexo de uma incapacidade de lidar com a profundidade de um grande amor.
Amor profundo nos faz sonhar, desejar e suspirar.
O amor profundo é aquele cantado em verso ou prosa.
Não cai de moda e não é engolido pela rotatividade que a vida tem.
Quando amamos profundamente alguém, nos é roubado a capacidade de escolher.
Não é possível escolher não amar.
Aceitamos que não somos mais donos de nós mesmos.
Mesmo quando guardamos esse sentimento só para nós.
Quando amamos profundamente alguém o silêncio é confortável.
Não intimida.
Amar sem medida é a medida do amor profundo.
Ele é eterno.
E isso independe da presença da pessoa amada.
Ama-se porque se ama.
Simples assim.

(Sheila Guedes)


E você? 

Ama de forma rasa ou profunda?

Hein? 

Uma excelente semana! 

Beijo em todos.

Sheila Guedes

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